Escolha uma Página
Pintura de Salvador Dali, A persistência da memória.1931.

Atualmente o tempo é percebido como um bem precioso, recurso limitado de alto valor. É o que consumimos e também o que nos consome.

Mas o que é o tempo para você?

O relógio marca o ritimo da atualidade, um segundo passa num piscar de olhos e vamos acumulando horas, dias, meses, fazendo enormes “X” nos calendários para mais um dia que passou.

Mas você consegue notar que ao não olharmos para o relógio o tempo parece outro?

O relógio, uma das mais antigas invenções humanas, é um aparelho útil para nossa vida prática, para o trabalho, para os objetivos, para medir o tempo.

Contudo, ao vivermos totalmente submetidos a esta marcação cronológica, onde uma coisa acontece após a outra, temos a sensação de que o tempo é um algoz que nos devora. De certa forma é, porém, pode ser muito mais do que isso.

Você já sentiu toda a eternidade em um único momento? Aquela sensação de que o tempo parou?

Para 2021 desejamos que todos nós possamos perder mais tempo cronológico, pois à medida que somente pisamos no acelerador da vida em busca de mais produtividade, em contrapartida, uma certa estagnação se dá em nosso mundo interior.

Assim como a sombra do crescimento acelerado das cidades são seus congestionamentos, nós precisamos do tempo que nos parece ocioso, para pensar, para sentir, para se relacionar, para nutrir a alma, para se desenvolver e transformar vida em experiência.

Para você o tempo é amigo ou algoz?

Pense nisso e nas próximas postagens traremos algumas reflexões apresentadas no livro que nos inspirou essa resolução para 2021:

A alma precisa de tempo, da psicóloga Verena Kast, editora Vozes.