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Em sua viagem de volta, Teseu se envolve com a amazona Antíope, e com ela tem um filho chamado Hipólito, mas nunca toma conhecimento de sua existência.

Um castigo de Afrodite faz com que Fedra (irmã de Ariadne pela qual foi substituída enquanto amante de Teseu) se apaixone por Hipólito, sem saber que se tratava do filho de Teseu, mas o jovem a repudiou.

Zangada, Fedra acusou-o junto a Teseu de haver tentado violentá-la, e este por sua vez pediu que Poseidon o castigasse. Hipólito morreu tragicamente nas rochas do mar e Fedra suicidou-se.

Egeu, à espera do retorno de seu filho ao reino, acredita que ele está morto e se joga ao mar, que recebeu seu nome.

Mais tarde, Teseu, traído por um amigo, é empurrado ao mar e converte-se ele também em um corpo retorcido nas rochas, assim como Hipólito e Egeu.

“Ora, a derrota é o começo da banalização do herói; o castigo será a banalização manifesta (…). Viu-se que a derrota culposa de Teseu é caracterizada por dois aspectos típicos da perversão banal: a intriga (dominação perversa) e a falsa escolha (sexualidade pervertida). Estes mesmos aspectos determinam, aliás, o destino do casal Minos-Pasífae. O herói ateniense teve, em suma, a mesma sorte que Minos e é por isso que sua vitória sobre o Minotauro foi apenas efêmera. A sabedoria do rei foi arruinada pela influência de Pasífae; o impulso heróico de Teseu será definitivamente destruído pelo que aconteceu com Fedra”

Trecho do livro Mitologia Grega vol. III, Junito  de Souza Brandão, editora Vozes.