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Ariadne, filha de Minos e Pasífae, prometeu ajudar Teseu em troca de casar-se com ele em Atenas, e deu-lhe um novelo de linha, que o guiaria para saída do labirinto. Porém, logo após sair vitorioso sobre o Minotauro, Teseu quebra a promessa com Ariadne, e apaixona-se por sua irmã, Fedra.

O fio de Ariadne pode ser pensado como uma forma de comunicação com esse mundo labiríntico interior. É uma ajuda para sair no ambiente irracional dominado pelo monstro.

Ariadne, portanto, é como algo que o rei de Atenas absorve e integra de Creta, mas ao ser abandonada logo que deixou Creta, casa-se com Dionísio e é deixada para os níveis mais profundos da psique.

É talvez, a partir daí que Teseu cai em sua tragédia, ao perder o contato com o sublime ato do herói, com a força e o objetivo que o guiavam.

“Derrotado e morto o Minotauro, o herói escapou das trevas com todos os
companheiros e, após inutilizar os navios cretenses, para dificultar qualquer perseguição, velejou de retorno à Grécia, levando consigo Ariadne. O navio fez escala na ilha de Naxos. Na manhã seguinte, Ariadne, quando acordou, estava só. Longe, no horizonte, o navio de velas pretas desaparecia: Teseu a havia abandonado.”

Trecho do livro Mitologia Grega vol. III, Junito  de Souza Brandão, editora Vozes.