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Para aqueles que decidem retornar ao mundo comum ocorre uma espécie de ressurreição. Novamente, o herói se vê diante da morte e passa por mais um processo, que desta vez, o prepara para o limiar do retorno.

Essa passagem de volta é a catarse, quando as emoções atingem o seu auge. O vilão morre ou algo muito especial acontece.

A árdua tarefa de trazer a mudança para o mundo comum é repleta de obstáculos e resistências.

Este é o momento em que as pessoas percebem o quanto mudamos e o mundo exterior se reorganiza a partir disto.

“Isso nos leva à crise final do percurso, para a qual toda a miraculosa excursão não passou de prelúdio —trata-se da paradoxal e supremamente difícil passagem do herói pelo limiar do retorno, que o leva do reino místico à terra cotidiana. Seja resgatado com ajuda externa, orientado por forças internas ou carinhosamente conduzido pelas divindades orientadoras, o herói tem de penetrar outra vez, trazendo a bênção obtida, na atmosfera há muito esquecida na qual os homens, que não passam de frações, imaginam ser completos. Ele tem de enfrentar a sociedade com seu elixir, que ameaça o ego e redime a vida, e receber o choque do retorno, que vai de queixas razoáveis e duros ressentimentos à atitude de pessoas boas que dificilmente o compreendem”

Trecho do Livro O Herói de Mil Faces, de Joseph Campbell, editora Cultrix.