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Uma vez decifrado o enigma do mago, o Louco, andarilho e herói desta jornada, adquire um amuleto mágico e é jogado imediatamente no breu mais estarrecedor, a escuridão primordial do útero da sacerdotisa.

Assim como a deusa da noite, a escuridão que abraça o céu, ela o acolhe em seu órgão mais sagrado.

Impelido pela força da maré o herói parece se afogar em seu próprio oceano. Toda luz se apaga dentro dele e a ação, essência do masculino na carta do mago, vira reflexão na essência do feminino da suma sacerdotisa.

Seu corpo perplexo, forçado a se ver no reflexo das águas geladas daquele manto azul marinho.

O herói hesita, agora ele está só e em silêncio, ouvindo os murmúrios de seus demônios internos.

Há muitas perguntas sem respostas, mas também um contraditório clima de amor e paciência e apesar de o útero ser lugar de nascimentos, ele se pergunta se está morto. Mas deveria se perguntar o mais importante, estará ele pronto para entregar-se à morte? É quando ele duvida, pela primeira vez, do seu destino heróico.