Escolha uma Página

Há muitas formas dele se apresentar.

Pode ser uma busca que escolhemos por iniciativa própria, na forma de uma questão, pode ser alguma situação ou pessoa que nos inspire ou provoque, sendo ela vista de maneira positiva ou negativa em nossa vida, pode ser a partir de um erro, um acaso, e assim por diante, pois são infinitas as possibilidades.

A vida está sempre nos convocando a superar nossas limitações. O chamado acontece quando somos impelidos a deixar nosso mundo comum e o centro da vida se desloca para algo ainda não conhecido.

As grandes crises, por exemplo, podem ser encaradas como chamados para profundas transformações. São como aqueles momentos em que sentimos o mundo ruir, ou melhor, em que as projeções psíquicas começam a se dissolver e tudo o que antes fazia sentido, agora foi deslocado para um lugar de dúvidas e questionamentos.

Segundo Campbell, “Numa palavra: a primeira tarefa do herói consiste em retirar-se da cena mundana dos efeitos secundários e iniciar uma jornada pelas regiões causais da psique, onde residem efetivamente as dificuldades, para torná-las claras, erradicá-las em favor de si mesmo (isto é, combater os demônios infantis de sua cultura local) e penetrar no domínio da experiência e da assimilação, diretas e sem distorções, daquilo que C. G. Jung denominou “imagens arquetípicas. Esse é o processo conhecido na filosofia hindu e budista com viveka, “discriminação” [entre o verdadeiro e o falso].” Trecho do livro O Herói de Mil Faces, editora Cultrix.

Nota do livro para Imagens arquetípicas :
“Formas ou imagens de natureza coletiva que se manifestam praticamente em todo o
mundo como constituintes dos mitos e, ao mesmo tempo, como produtos autóctones e individuais de origem inconsciente.” (C. G. Jung, Psychology and the religion, Collected Works, vol. 11; Nova York e Londres, 1958, par. 88.) Escrito originalmente em inglês, 1937. (Ver também Psychology types, index.)